Por macro-área
Ideias mais transversais
Propostas temáticas mais claramente identificadas
Por macro-área

Digital
seSsão: Digital: IA, dados e quântica
A macro-áea mais transversal. Atravessa quase todas as restantes áreas: dados, IA aplicada e literacia digital.
Propostas: Capacitar a força de trabalho para usar e para criar conhecimento nestas áreas; envolver o setor empresarial como utilizador, agente de I&D e parte de novas cadeias de abastecimento; e fazer avançar a fronteira científica em áreas emergentes (software para computação quântica, computação e IA bioinspiradas).
Vantagem competitiva de Portugal: Potencial de pioneirismo científico em novos paradigmas computacionais.
Saúde
Sessões: IA e saúde digital; Prioridades da Investigação clínica para a inovação; Longevidade, saúde pública e saúde mental
Propostas: Investir na interoperabilidade dos dados clínicos, com soberania, qualidade e curadoria, e uso de dados do mundo real; governança própria para a investigação clínica fundamentada em articulação entre AI², AICIB, Ministério da Saúde, DGS, INFARMED, ULS e SPMS; porta de entrada única (portal) para os estudos clínicos; fundo nacional para a investigação clínica; instrumentos e calls ajustados à investigação médica aplicada, com projetos de maior dimensão (modelo IHI); capacitação de profissionais e doentes; infraestruturas de IA responsável e continuidade das test-beds.
Vantagem competitiva de Portugal: SNS universal como fonte de dados e living lab clínico ao serviço da investigação e da saúde da população.


Território, Agricultura e Ambiente
Sessões: Agricultura, agroalimentar e bioeconomia; Território e biodiversidade; Oceanos; Solo, água e clima; Floresta e fogo
A macro-área mais coesa e a mais fortemente ancorada na sustentabilidade.
Propostas:
Para o tema Oceanos: Programa Nacional Estruturante para o Oceano, a longo prazo;
Para os outros temas: Modelo centralizado de dados abertos, assegurando interoperabilidade, continuidade e curadoria, e combinado com monitorização e alerta precoce; agregar infraestruturas existentes evitando duplicações; encarar a floresta e o agroalimentar como sistemas estratégicos geridos com base em conhecimento científico e fundamentais para a soberania e gestão dos recursos estratégicos do território (água, solos, comunidades); investimento estratégico para a inovação ao serviço da adaptação e mitigação climáticas.
Vantagem competitiva de Portugal:
Para o tema Oceanos: Dimensão atlântica e liderança oceânica;
Para os outros temas: Conhecimento sobre resiliência no contexto mediterrânico, implementação neste contexto mediterrânico, da Lei Europeia de Restauro da Natureza e da Lei Europeia de Monitorização dos Solos; interligação entre agricultura, floresta e a resiliência do território; inovação já em curso, motivada pela necessidade de adaptação e mitigação climáticas.
Indústria e Energia
Sessões: Energia, descarbonização e circularidade; Materiais e bioeconomia industrial; Mobilidade, robótica e construção; Aeroespacial e defesa
Propostas:
Para o tema Aeroespacial e Defesa: Estratégia nacional para o aeroespacial e defesa que alavanque a participação em grandes infraestruturas científicas internacionais (ESA, ESO, SKAO) e crie capacidade soberana de dados geoespaciais e de observação da Terra.
Para os outros temas: Materiais Avançados como domínio científico transversal, com definição nacional própria centrada na substituição de matérias-primas críticas, biomateriais e circularidade; estratégia nacional para a robótica, sistemas inteligentes, mobilidade e construção digital, concentrada em nichos com relevância científica e social (software seguro, robótica marítima, construção robotizada, ambientes extremos); e mix tecnológico na energia.
Vantagem competitiva de Portugal: Base científica em materiais, nanociência e polímeros; recursos naturais para bioeconomia circular; e um setor aeroespacial em franco crescimento e com forte projeção científica internacional.


Sociedade
Sessões: Educação, literacias e comunicação de ciência; Ciências sociais e humanidades; Património, democracia e turismo
Propostas: Financiamento, métricas, avaliação de impacto e modelos de avaliação próprios das Ciências Sociais e Humanidades; reforço da I&I em democracia e integridade da informação; turismo e património como áreas científicas estratégicas para a sustentabilidade dos territórios e das comunidades.
Vantagem competitiva de Portugal: Património e cultura únicos; importância do sector do turismo; língua e espaço CPLP; comunidade instalada de comunicação de ciência.
Ecossistema de Ciência e Inovação
Sessões: Financiamento, fiscalidade e transferência de tecnologia; Ecossistemas, política científica e carreiras; Das áreas temáticas aos domínios estratégicos da AI²; Parcerias Internacionais para a Excelência
Propostas: Reestruturar a rede de interface e transferência, com financiamento plurianual orientado a missões, testes piloto, demonstradores, living labs e sandboxes; resolver a fragmentação; IRC temático para a inovação, incentivos fiscais e cátedras indústria-academia, assim como programas de doutoramento academia-empresa com 5 anos para permitir aprofundamento nas duas dimensões; salvaguarda da investigação fundamental como bem essencial; reavaliação periódica dos domínios estratégicos; agilização jurídica para grandes parcerias; estratégia nacional de internacionalização e diplomacia científica transversal a todas as áreas.
Vantagem competitiva de Portugal: Experiência e instrumentos já instalados (Teaming e Parcerias EUA, CoLABs, parques e SIFIDE) e capacidade demonstrada de captação de fundos e de construção de massa crítica.

Ideias mais transversais
Soberania científica e de dados
Espaços de dados federados e interoperabilidade; dados próprios, abertos e éticos como base de conhecimento e de autonomia.
Programas e infraestruturas estruturantes de longo prazo
Programas associados a Missões. Participação em grandes infraestruturas científicas internacionais. Valorização das infraestruturas existentes.
Novos paradigmas para sustentabilidade
Novas áreas transversais / inter e transdisciplinares emergem, para soberania e salvaguarda dos recursos estratégicos Potenciar conversões de narrativa sustentadas em conhecimento científico.
Restruturação da rede de interface
e infraestruturas de teste e demonstração (living labs, sandboxes, linhas piloto e demonstradores) para acelerar a chegada das soluções à sociedade e ao mercado
Ciência ao serviço das pessoas e da democracia
Prevenção e literacia para capacitação das comunidades e minimização da desinformação, e a literacia científica como bem público.
Reinvenção do sistema científico
Financiamento estável e diversificado que sustente a investigação motivada pela curiosidade, orçamento para inovação em cada ministério sectorial, o doutoramento de 5 anos (academia + emoresa) orientado para o impacto, profissionalização das carreiras de gestão de ciência e de ciência, tecnologia e inovação (GCTI), domínios estratégicos dinâmicos reavaliados até 2050, e um portefólio nacional de internacionalização científica